
O Abraço Partido
Jovem
judeu pensa em adquirir cidadania polonesa para viajar para
a Europa e fugir do ambiente decadente em que vive. Passa
o seu dia a dia na galeria comercial onde trabalha sua mãe,
seu irmão, seus amigos e a mulher que paquera. Porém,
antes, ele terá de enfrentar o passado familiar para
dar um novo rumo a vida.
A trama poderia escorregar para o dramalhão mas o diretor
Daniel Burman dosa drama e humor na medida certa. Os personagens
secundários formam um interessante painel dos comerciantes
que enfrentam a atual crise financeira na Argentina.
A história é basicamente uma busca pessoal do
diretor – um judeu descendente de poloneses como o personagem
principal – mas ao mesmo tempo é universal, toca
o espectador, sensibiliza e emociona.
A
ironia presente nos diálogos, à la Woody Allen;
a boa escolha dos atores e a câmera ágil, na
mão o tempo todo, aproximam os conflitos de Ariel dos
conflitos reais da platéia.
A parceira de Burman com o ator Daniel Hendler mais uma vez
funciona – antes os dois fizeram Esperando o Messias
e Todas as Aeromoças Merecem o Céu.
O ator passa da aparente apatia do início para a explosão
de emoções ao longo da trama.
O filme ganhou vários prêmios em festivais internacionais,
entre eles o grande prêmio do júri e o Urso de
Prata de melhor ator no Festival de Berlim.
Ficha Técnica: O Abraço Partido
Direção: Daniel Burman
Elenco: Daniel Hendler, Adriana Aizemberg, Sergio Boris,
Jorge D'Elía, Silvina Bosco, Diego Korol.
Nacionalidade: Argentina, 2004
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 97 minutos
Classificação: 14 anos |
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